Plataformas são soluções positivas para o usuário, mas podem abrir mais um ponto de atuação para cibercriminosos

O uso de serviços de armazenamento de arquivos na nuvem é cada vez mais comum entre os usuários. Plataformas como Google Drive, Dropbox, iCloud e OneDrive oferecem planos para o usuário ter acesso às suas informações em qualquer local. Apesar de economizar espaço no computador, o armazenamento na nuvem oferece riscos semelhantes aos de arquivos salvos no máquina.

Para Camillo di Jorge, presidente da ESET Brasil, o armazenamento na nuvem é a melhor solução disponível para quem busca mais espaço para seus arquivos. “A forma como os usuários consomem conteúdo mudou. A gente tem visto criação de serviços de streaming. As pessoas cada vez menos usam espaço em disco param música, por exemplo”.

Apesar de parecer a solução ideal, salvar informações pessoais na internet pode facilitar a atuação de cibercriminosos. Em vez de acessar um computador para ver dados de terceiros, o hacker precisa apenas acessar a conta da vítima. “A gente está colocando mais um ponto de atuação de um hacker”, alerta André Alves, conselheiro técnico da Trend Micro.

A possibilidade de acessar os arquivos de qualquer computador é uma das principais vantagens das plataformas. Entretanto, algumas plataformas sincronizam os dados do usuário em outros computadores sem confirmar se eles realmente são seguros. Sem a verificação, o arquivo infectado acaba sendo transferido para outras máquinas. “O que a gente tem é uma maneira de sincronizar um vírus em computadores diferentes”, explica Alves.

Antes de enviar qualquer arquivo, o usuário deve avaliar o nível de criticidade da informação e o prejuízo caso alguém tenha acesso a estes dados. “Se for alguma informação importante, não é recomendado fazer uso dessas plataformas”, afirma Di Jorge. Outra opção é criptografar os arquivos com uma senha antes de enviar à nuvem.

Assim como em qualquer serviço online, a atenção com senhas é fundamental. “A maior parte dos usuários utiliza apenas uma senha para seus serviços”, afirma Alves. A repetição de senhas facilita a ação de cibercriminosos. Se a senha de uma conta é descoberta por um cibercriminoso, ela provavelmente será testada em outros sites, especialmente nas redes sociais.

Embora ajudem, as medidas não tornam as plataformas totalmente confiáveis. “Não existe nenhuma ferramenta 100% segura. O que a gente sugere é combinar algumas soluções”, lembra Di Jorge.

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